EDM quer colocar Moçambique como pólo energético regional

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 EDM quer colocar Moçambique como pólo energético regional


A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) revelou hoje que quase 30% da energia produzida em 2022, foi para exportação. O resultado foi impulsionado pela produção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, com a administração a apontar o objectivo de o país ser um pólo energético regional.

A informação consta no relatório de contas da EDM, divulgado esta quinta-feira, que destaca que a energia eléctrica produzida em 2022 em Moçambique ascendeu a 8146 GigaWatt-hora (GWh), um aumento de 6% face a 2021, e deste total 1730 GWh foram exportados para os países vizinhos, mais 5% do que no ano passado.

Citado no relatório, o presidente do conselho de administração (PCA), Marcelino Gildo Alberto, descreveu que “se, por um lado, temos o desafio governamental de garantir que a energia cumpra com o seu papel de factor impulsionador do desenvolvimento social e económico, por outro, a EDM deverá, nos próximos anos, consolidar o papel do País como pólo energético na região da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral]”.

De acordo com o documento, a energia eléctrica produzida em 2022 em Moçambique ascendeu a 8146 GigaWatt-hora (GWh), um aumento de 6% face a 2021, e deste total 1730 GWh foram exportados para os países vizinhos, mais 5% do que no ano passado.

Segundo o documento, citado pela Lusa, o peso das exportações de electricidade da EDM – fornecidas a outros concessionários ou consumidores operando nos países da região da SADC abrangidos por acordos do mercado de energia da África austral – cifrou-se em 27% do total de 2022.

“A energia excedentária disponível nas horas de baixo consumo é optimizada através dos acordos bilaterais de exportação de energia para o mercado regional”, acrescenta a EDM.

A empresa explica ainda que “a maximização da disponibilidade dos 150 MegaWatts (MW) não firmes adicionais da Hidroeléctrica de Cahora Bassa nas horas de baixa demanda nacional, contribuiu para o aumento das exportações em 5% em relação a 2021”.

Em relação à procura, a energia total facturada aumentou em 7% face ao período homólogo de 2021, para 6350 GWh. Desta forma, tendo em conta a produção total de 8146 GWh em 2022, mais de 20% da electricidade produzida em Moçambique não foi facturada pela empresa.

No relatório, a EDM identifica ainda vários “constrangimentos” que estão a impactar as operações da empresa, como as “dívidas elevadas das instituições do Estado”, com destaque para as áreas do abastecimento de água e da saúde, mas também a “dificuldade de cobranças da dívida do Ministério da Defesa e Segurança”.

Contudo, a empresa reconhece igualmente o “défice de fundos para aquisição de material para manutenção e contadores”, a “fraca recuperação da dívida de energia retroactiva”, resultando no “crescimento exponencial da dívida no sistema”.

Criada em 1977, a EDM tem como missão produzir, transportar, distribuir e comercializar energia eléctrica de produção própria, da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e dos Produtores Independentes de Energia.




Créditos: Mznews 

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